Eu não sei quem sou, de onde vim, para onde vou.
Não sei que chão piso, nunca desvendei o mar por inteiro.
Exalto-me quando mal respiro, e vaguei-o, vaguei-o sem fim nem paragem, sem saber interpretar o meu próprio reflexo, desfocado, nublado. Escrevo numa margem aquilo que não quero esquecer. Depois guardo o caderno, escondo-o, e não existe quem o possa ler. Porque se eu não sei quem sou, mais ninguém pode saber.

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