quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

sempre


Cada vez é mais difícil crescer. O natal é suposto ser uma época marcada apenas por sorrisos, cheia de cores quentes, de magia. Este ano misturou-se um sentimento que marcou bem mais que os outros o meu natal. Saudade.
Claro que permaneceu a felicidade e os tais sorrisos que de falei durante quase a noite inteira, durante o jantar, durante o vídeo surpresa, durante as conversas e durante as musicas que os mais pequeninos cantaram. Mas… mas tenho saudades, saudades devoradoras de correr para abrir os presentes e de o ver a sorrir. Este ano foi diferente, não ouvi a sua voz e não senti as suas mãos nos meus ombros. Sei que se estivesse aqui a magia ia ser a dobrar, a triplicar, e eu não teria sentido o maior dos vazios quando a mesa, desta vez, não tinha prato no seu lugar.
Não quero exagerar, eu sei que ficaria feliz se soubesse que estou bem, e estou. Só esta saudade permanece, esta saudade que me faz estar diante tantos presentes e só me lembrar de si.
Sabe, o natal continua especial, mas o avô dava-lhe um toque apenas seu, que nunca mais conheci. Faz falta, muita falta, e vai fazer sempre.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

até sempre, até ao fim


Já perdoei, perdoei o abandono, o vazio, até as lágrimas que permaneceram, que caíram pela minha cara, hora após hora, dia após dia. Perdoei a distancia, juntei toda a raiva e mandei fora, livrei-me dela, tal como me livrei do egoísmo. Sim, desculpe o meu egoísmo. Desculpe se quis que ficasse junto a mim, quando sempre soube que o melhor para si era não ficar.
Sonhei tantas vezes consigo, tantas, tantas que já lhes perdi a conta, pedi, implorei para que voltasse, vi fotografias, lembrei todas as histórias de encantar que me contou antes de adormecer e o abraço envolvente que me deixava tão bem, tão segura.
Há coisas que nunca vão mudar nem acabar, ao contrário da vida, e o amor, misturado com saudade e tristeza que eu sinto é uma delas. Vou sempre desejar com todas as minhas forças voltar a vê-lo, a senti-lo, seja de que maneira for, quando for.
Aconteça o que acontecer, apareça quem aparecer, bem dentro de mim há um lugar que não pertence a mais ninguém, que é todo seu, até ao fim.

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