sábado, 26 de dezembro de 2009

ventos de mudança


Os dias passam e não se regista qualquer alteração.
O vento não muda de direcção, os cabelos não balançam com o vento e os carros continuam a encher as estradas nas horas de ponta. Eu também, também continuo aqui sentada a ver as estrelas como sempre fiz, como me lembro de fazer desde o primeiro dia de luz. As emoções passam, as lágrimas secam.
Ninguém morre de amor, suporta-se e arranja-se força no horizonte mais desconhecido. As desilusões entram no jogo, e quando se manifestam há sempre alguém para nos surpreender, ou para nos lembrar que existe.
Hoje não me apetece ver as estrelas, quero dançar ao som de uma chuva forte.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

volte aqui


Como é que foi capaz de me deixar aqui sem si? Passou-se mais de um ano e a pergunta não sai do meu pensamento uma única noite. Deixou-me neste lugar cada vez mais escuro, onde o vento aumenta incontrolavelmente de dia para dia.
Para onde foi? É assim tão longe? Diga-me por favor, o meu primeiro desejo é passar ai.
Está feliz? Eu dava tudo para que voltasse para o seu sofá, para o seu escritório, para a sua infinita biblioteca. Sei bem que a escolha não foi sua, só que mesmo assim acho que tem uma divida para comigo. Deu-me o mundo, fez com que eu, criança, acreditasse em todos os planos, em todos os meus sonhos concretizados e depois partiu quando tudo ainda estava a meio. Foi rápido e nem explicou, não deixou uma morada, um número de telefone, nada. Se fosse eu queria ver os adjectivos que me atirava! Já percebi o impossível regresso, mas fique a saber que estou longe de o aceitar.
Um corpo cansado tapava o maior coração que conheci, os sapatos novos (comprados pela avó) escondiam a dor de uma vida cheia de batalhas vitoriosas. O cabelo branco, sinal da idade, as suas palavras sinal da sabedoria mais longínqua e actualizada.
O que por momentos me pareceu chato hoje é urgente voltar.
Quero as imposições exageradas, esperarei até ao último minuto pelo dia em que ao chegar a sua casa me depare novamente com dez, quinze, livros em cima da secretária, afinal, “tive a dar uma vista de olhos pelos teus manuais, impressiona-me o quão incompletos estão!”.
Espero por inteiro chegar a ter metade dos seus conhecimentos, e dar a alguém metade do que me deu a mim.
Enquanto as suas mãos estiveram nos meus ombros, intactas, sonhei com a liberdade, desde que foi sonho com a resguarda que me oferecia.
Precisa de ver aquilo que sou, tudo graças às maravilhas que me ensinou. Venha, olhe para mim, prometo fazer tudo para terminar o que deixou em falta.
Sabe, talvez tenha ido para que o caminho seja mais difícil, “o que é fácil não tem qualquer graça querida.”.
Não esqueço nem ultrapasso, não consigo, nem quero.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

one day I meet someone different



É de loucos saber que um dia acreditei em ti… bem, eu nem precisei de acreditar. Formei uma ideia na minha cabeça que não é real, dei-te valor de sobra e depositei em ti mais do que cabia. Eras paragem obrigatória nos meus dias, que pareciam cheios, só que afinal eram vazios, tão vazios quanto nós. Foste a minha fábrica de sorrisos, hoje vejo que poluíste demais.
Podes ter meio mundo a teus pés, mas eu passei a linha, e não pretendo voltar para essa parte nunca mais.

Seguidores

Powered By Blogger