
Há coisas que eu nunca vou conseguir entender. Não alcanço, não consigo. Ultrapassam-me, superam os meus sentidos, abatem as minhas seguranças.
Não percebo, nem consigo adiantar muito, escrever ainda menos, pois é alto demais para ver, é escuro com escuro, claro com claro, sem contraste e nitidez. Penso, reviro-me na cama, olho no fundo da questão, encontro-me por breves momentos, perco-me por horas infinitas.
Parece que vai ser assim, poucas linhas, escassas palavras, mais uma história imperfeita sem final feliz.



