quinta-feira, 28 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010

Tu também sentes frio durante a noite? Também vais no carro a ver as estrelas quando a viagem é longa? Não te ter aqui parece pior do que um mundo sem música, do que um pássaro sem asas. Pior do que o mar deixar de correr em mim, nos sonhos que sustentam as imagens sem cor que percorrem as ruas, as paredes de casas inacabadas, incompletas. Não sabia que seria assim, fácil de deitar abaixo todos os muros que, talvez só na minha imaginação fomos aumentando.
Fecho os olhos por um momento, corro atrás do que me parece real e futuro, canso-me de investir no que não tem lucro.
Apago a totalidade das minhas esperanças quando o sol se põe, e continuo a andar pelo que desconheço, com medo de sentir, de te dizer o meu nome autêntico, de presentear tudo numa só viagem.
Tu também sentes frio durante a noite? As tuas mãos também tremem quando o lume aumenta?
Já é tarde, preciso de vestir uma camisola e curar esta ferida.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010

“Vou ali, já venho!”, “até outro dia”, “então vá, vemo-nos por ai”, “beijinhos, porta-te bem” são as expressões que mais insisto em reproduzir ao sentimento que tenho por ti, esse idiota que me liga todas as noites, que passa o dia a mandar-me mensagens, que corre pela rua atrás de mim. Esse que não me quer largar, que por mais participantes que haja na corrida não desiste, desta vez pretende mesmo vencer.
E eu, que o julguei preguiçoso, sem grandes objectivos, começo a ter medo, medo que me ultrapasse até a mim, a ele, a ela, aos meus sonhos, medo que empate com o meu coração.
Põe-me no chão.
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010

- Importaste de andar mais rápido? Está a começar a chover e a tua casa ainda não se vê daqui!
- Espera…
- Vá, está quase.
- Não, pára!
- Mas tu és normal? O que foi?
- Espera 5 minutos…
(Passaram 10, 15…)
- Estás a ver? Começou a chover, e ainda não percebi porque é que paramos.
- Só te queria dizer, debaixo de chuva, que te amo.
(Quase dois anos depois…)
- Olha lá, lembraste de quando te fiz ficar aqui parada à espera da chuva?
- Lembro, claro.
- Então é só para te dizer que está sol, mas ainda sinto o mesmo.
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