domingo, 6 de março de 2011

Com tanta coisa para dizer não tenho conseguido escrever. Bebo café, agarro na folha e na caneta e adormeço com tudo em cima de mim.
Não sei se és tu se sou eu, se é ele, ela ou tudo junto numa enorme bola de neve.
Não sei se é a tua distância, os teus olhos de adeus, se é a minha mágoa de alguém que não está habituado a perder.
Tu lês-me bem, reconheces as minhas vitórias e já decoraste que costumava ser eu a primeira a bater com a porta.
Agora olho para o horizonte da minha janela e vejo-te a ir. Vejo-te a ir devagar e num dia quente como antes eras comigo. Olho e já estas longe, e a corda que deveria ter construído ao longo dos anos para te segurar não a tenho, nunca as soube fazer.
Agora diz-me como te agarro, as minhas forças estão a acabar, os nossos sonhos a desfazer-se.
Por favor, volta para trás e esclarece-me, diz ao meu ouvido que é um pesadelo.
Foi a primeira vez que escrevi para ti, foi a primeira vez que senti que te perdi.

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