Ele chama-se Francisco e usa roupas de tamanho XL, quando na realidade o número que lhe assenta bem é o L. Usa-as com cores vivas, e procura dar sentido a uma existência saboreada, mesmo sabendo que muita coisa não tem de ter sentido algum.
Ele chama-se Francisco, e descalça-se à beira-mar até quando faz frio, só para sentir a areia molhada.
Olha para os dois lados, contudo, atravessa sem receios, desliza sobre perigo.
Chama-se Francisco, pesquisa novos sons, encontra-se em velhas palavras.
Busca pela verdade, luta contra a saudade.
Chama-se Francisco e ainda fecha os olhos quando o vento lhe bate na cara, continua a acreditar no infinito.
Vaguei-a pela naturalidade, esconde a vaidade. Ergue-se no topo, e raramente cai, mas quando cai, abate-se e fica deitado, no meio de sonhos escondidos, perdidos, mal agarrados, desmaiados.
Chama-se Francisco e tem um dom, faz-me voar alto. Porém, foi em baixo, bem no fundo, que percebi que juntos desfrutamos de uma qualidade: a cumplicidade.

2 comentários:
Adorei :)
Adorei
Enviar um comentário