Adoro o museu presente em mim. As representações, as imagens e as palavras. Os dramas, as comedias, os romances.
Às vezes é bom entrar nele, passear pelas estantes horas e horas, noites e noites, olhar com vaidade e lembrar cada promessa cortada, cada traço cada vez mais apagado pelo vento.
É encantador ver-nos daqui, deste museu alto e intacto em mim onde cada peça permanece inteira por mais pó que transporte, onde sentimentos ganharam formas de objectos e objectos provocam mil sensações.
Adoro-o, e, apesar de não ser classificado como arte enriquece-me numa porção imensa e intensa com experiencias e emoções.
Vou preserva-lo e deixa-lo para sempre aqui, o papel na porta só dirá open quando alguém, vestido de sorrisos verdadeiros provar merecer um lugar nele, e tu ainda não demonstraste nada. Nada.

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