quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

boy(s)

Porque é que olhamos interminavelmente para os despenteados, convencidos e que tem a mania que todas andam atrás deles? Onde é que está o feitiço, a diferença destes para os outros?
Se andar na corda bamba é tudo menos encantador, porque e que nos cativa? E não saber se somos as tais, pois na realidade tem uma porção maior que a desejável por onde escolher… onde está a piada? Encontram-na?
Na verdade pressinto que os homens/rapazes com as calças da levi’s claras e gastas quase a cair, as blusas largas e com uma aparente despreocupação no visual são os que mais nos atraem… tudo bem, podemos dizer “não, ele não é para mim” durante algum tempo, contudo, na realidade, há um rapaz ideal para cada uma de nós? Se houvesse qual seria o sentido de não escolhermos de quem gostamos? Da incessante procura, das ofuscadas certezas que pensamos ter e que abalam tão rápido, tão depressa?
E é possível odiar-se e amar-se alguém ao mesmo tempo? Dizer mal dele, e, no entanto, passar o dia a desejar encontrá-lo? Sonhar com momentos de compaixão e expressar o oposto olhos nos olhos? A lógica não é muita, afinal, só há uma verdadeira explicação, pouco ou nada científica, que explica tanto com tão poucas letras: o amor. O amor é inevitável, impossível de controlar, de esquecer quando tencionamos, de ultrapassar de um dia para o outro, de um mês para o outro, de um ano para o outro – e este tempo passa tão rápido, rápido demais quase regra geral -, quem sabe até por toda a vida.
Não sei se existem amores-perfeitos, se sim, não os conheço, nem sequer sei se conheço ao certo o amor. Já tremi, chorei e senti o meu coração bater forte, tanto, capaz de controlar o resto do corpo, mesmo a mente. Se for isso então eu conheço-o bem, então já o vivi, já o senti… e continuo a sentir. Porque ontem, quando te vi à minha frente, de cabelo despenteado, mochila sem livros lá dentro e uma auto-estima do tamanho do mundo tudo parou, o meu coração bateu cada vez mais forte e o sorriso, o sorriso mais tonto que sei fazer não desapareceu da minha cara por mais voltas que o ponteiro do relógio afirmasse.
Espero por alguém como tu, que me mostre a cumplicidade eterna, o conforto permanente, a confiança, o claro no meio do escuro. Espero por alguém como tu, não por ti.

1 comentário:

Anónimo disse...

Partilho da mesma opiniao. Os rapazes com mania conseguem infelizmente atrair nos e nos gostamos. Por falinhas mansas e nos caimos lá. Depois voam e nós ficamos por aqui a olhar e a pensar um dia foste meu hoje já não és nada. Eu odeio-te mas não há um unico dia que não pense em ti

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